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ELETRONEUROMIOGRAFIA

A eletroneuromiografia é um exame realizado para o estudo da função dos nervos, dos músculos e da interface entre eles. É composto de duas etapas: o estudo da condução nervosa (ou eletroneurografia) e a eletromiografia.

É o melhor método para investigação de lesões dos nervos periféricos, como a neuropatia diabética, a síndrome do túnel do carpo, a paralisia facial, as lesões das raízes nervosas que partem da medula espinhal e outras doenças compressivas ou traumáticas dos nervos. Pode ser útil, ainda, para a avaliação de doenças dos músculos e da medula espinhal.

A Eletroneuromiografia é um exame importante para a investigação de doenças dos nervos e dos músculos.

Além de definir onde está o problema, o exame também indica a gravidade da lesão e estabelece o nível de melhora da doença (prognóstico).

É realizado somente por médicos. Os médicos avaliam por meio de estímulos elétricos de baixa intensidade, os nervos e os músculos.

Os sintomas mais comuns que levam o médico a solicitar esse exame são:

  • Dor na região cervical ou lombar;

  • Dores nos membros superiores e inferiores;

  • Dormência nas mãos ou nos pés;

  • Paralisia dos músculos de um lado da face,

  • Fraqueza focal ou generalizada dos músculos do corpo.

O exame dura de 40 a 60 minutos e ao término do exame o paciente está apto a retomar todas as suas atividades diárias.

 

Doenças identificadas pelo exame:

Síndrome do Túnel do carpo

A Síndrome do Túnel do Carpo é caracterizada por causar dores na região do punho, onde há uma espécie de túnel (entre o punho e a mão) onde passam os nervos responsáveis, por exemplo, pela movimentação da mão e se houver um aumento da pressão nessa região há desconforto e dores, podendo se alastrar para braços e ombros.

Entre os sintomas dessa Síndrome estão: Dores, formigamento e sensação de choque nas mãos. Se não houver tratamento pode acontecer do paciente ter dificuldade nos movimentos, limitando o uso das mãos e causando atrofia.

O Exame de Eletroneuromiografia é capaz de identificar este problema e com ele iniciar o tratamento adequado.

 

Neuropatia diabética

A Neuropatia diabética é um distúrbio nervoso que surge como resultado da diabetes mellitus e ocorre nas extremidades dos nervos mais longos, como nas pernas e braços, tórax, face e regiões genitais.

Essa doença é diagnosticada com base nos sintomas, histórico médico e exame, como a Eletroneuromiografia, que mede a intensidade das lesões nervosas, sua evolução e prognóstico.

 

Há 4 tipos de neuropatia diabético:

 

Neuropatia periférica:

É a forma mais comum de neuropatia diabética e afeta as extremidades do corpo, como pés, pernas, mãos e braços.

 

Neuropatia autonômica:

O sistema nervoso autônomo controla o coração, bexiga, pulmões, estômago, intestinos, órgãos sexuais e olhos. O diabetes pode afetar os nervos em qualquer uma destas áreas, dando origem a neuropatia diabética autonômica.

 

Amiotrofia diabética:

Em vez de afetar as extremidades dos nervos, como a neuropatia periférica, a amiotrofia diabética afeta nervos das coxas, quadris, nádegas e pernas. Também chamada de neuropatia femoral ou neuropatia proximal, esta condição é mais comum em pessoas com diabetes tipo 2 e adultos mais velhos.

 

Mononeuropatia:

Envolve dano a um nervo específico, como na face, tronco ou perna.

Também chamada de neuropatia focal, a mononeuropatia diabética muitas vezes acontece de repente e é mais comum em adultos mais velhos.

Às vezes mononeuropatia ocorre quando um nervo é comprimido. A síndrome do túnel do carpo é um tipo comum de compressão de neuropatia em pessoas com diabetes.

 

Os principais sintomas da polineuropatia são:

Neuropatia periférica

  • Dormência

  • Redução da capacidade de sentir dor ou alterações na temperatura, especialmente nos pés e dedos

  • Sensação de formigamento ou queimação

  • Dor ao caminhar

  • Extrema sensibilidade ao toque mais leve - para algumas pessoas, até mesmo o peso de uma folha pode ser angustiante

  • Fraqueza muscular e dificuldade para caminhar

  • Problemas graves nos pés, como úlceras, infecções, deformidades e dores ósseas e articulares. Essa condição é chamada de pé diabético.

Neuropatia autonômica

  • Ausência de sintomas de hipoglicemia quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos

  • Problemas de bexiga, incluindo infecções urinárias frequentes ou incontinência urinária

  • Prisão de ventre, diarreia não controlada ou uma combinação dos dois

  • Esvaziamento lento do estômago (gastroparesia), levando a náuseas, vômitos e perda de apetite

  • Dificuldade em engolir

  • Disfunção erétil

  • Secura vaginal

  • Aumento ou diminuição da sudorese

  • Incapacidade do corpo para ajustar a pressão arterial e frequência cardíaca, levando a quedas acentuadas da pressão arterial ao levantar, por exemplo

  • Problemas em regular a temperatura corporal

  • Mudanças na forma como os olhos se ajustam a um ambiente claro ou escuro

  • Aumento da frequência cardíaca em repouso

 

Amiotrofia diabética

Os sintomas ocorrem geralmente de um lado do corpo. Em alguns casos, os sintomas podem espalhar-se para o outro lado também. A maioria das pessoas melhora pelo menos parcialmente ao longo do tempo. No entanto, pode ser que os sintomas piorem antes de melhorar. Essa condição é muitas vezes marcada por:

 

  • Dor repentina e grave no quadril, coxa ou nádega

  • Músculos da coxa eventualmente fracos ou atrofiados

  • Dificuldade de se levantar

  • Inchaço abdominal, se o abdômen é afetado

  • Perda de peso

 

Mononeuropatia

Os sintomas geralmente diminuem e desaparecem por conta própria ao longo de algumas semanas ou meses. Os sinais e sintomas dependem de qual nervo está envolvido e podem incluir:

  • Dificuldade em focar a visão, visão dupla ou dor atrás de um olho

  • Paralisia de um lado do rosto (paralisia de Bell)

  • Dor na perna ou pé

  • Dor na parte da frente da coxa

  • Dor no peito ou abdominal

 
 

Paralisia facial

A paralisia facial acontece nos músculos da face de forma súbita, parcial ou completa. Pode ocorrer no trajeto do nervo facial ainda dentro do cérebro, ou fora dele, chamado então paralisia facial de Bell.

O nervo facial é um nervo misto, motor e sensitivo, iniciando no tronco cerebral e seguindo em direção ao osso temporal, passando por um canal ósseo próximo à orelha interna, de onde emerge junto à glândula parótida.

O nervo tem funções de mobilidade dos músculos do rosto, de recolher a sensibilidade do canal do ouvido e de controlar as lágrimas e a saliva, além de ser responsável pelo sabor na parte dianteira da língua.

 

Quais as causas da paralisia facial?

Pode ser causada por vários fatores, como mudanças bruscas de temperatura; estresse; traumatismos, cirurgias da glândula parótida (glândula da salivação); otites; infecções; alterações circulatórias ou tumores próximos ao nervo facial ou no próprio nervo, entre outras causas.

Já a paralisia de Bell, quando não há uma causa para o problema, acredita-se que haja um processo inflamatório no nervo facial como resposta a uma infecção viral, uma compressão ou uma ausência de irrigação sanguínea. Este é o tipo mais comum de paralisia facial.

 

Lesões das raízes nervosas

O Distúrbio da Raiz Nervosa é uma perturbação nas raízes nervosas com origem na medula espinhal que emitem impulsos para quase todo o corpo.

As raízes nervosas são organizadas em pares: os nervos motores, que saem da face anterior da medula espinhal e estimulam os músculos, e os nervos sensitivos, que pela porção posterior da medula espinhal trazem informação da sensibilidade.

As causas para esse distúrbio podem acontecer quando o paciente tem uma hérnia do disco intervertebral e com isso, as raízes nervosas podem sofrer lesões como consequência do esmagamento de uma vértebra.

Outra das causas frequentes é a artrose, uma perturbação que produz crescimentos irregulares do osso que comprimem as raízes nervosas.

Embora com menor frequência, os tumores medulares ou certas infecções, como como a meningite ou o herpes zoster podem também afetar as raízes nervosas.

Os sintomas deste problema incluem dores que pioram quando a pessoa move as costas e pode aumentar com algumas manobras como a tosse, os espirros ou o esforço (por exemplo, ao defecar).

Se as raízes lombares são comprimidas, a dor pode ser na zona lombar ou então pode deslocar-se através do nervo ciático até às nádegas, à coxa, à barriga da perna e aos pés. A dor é conhecida como ciática.

 

Hérnia de disco

A hérnia de disco é uma doença causada pelo envelhecimento, desgaste ou deslocamento do disco intervertebral, uma espécie de sistema que absorve o impacto da movimentação do corpo, localizado entre as vértebras.

São mais comuns de aparecerem na coluna lombar, caracterizada pela compressão e inflamação de nervos, afetando a região mais baixa das costas, podendo ainda causar dores nas nádegas e nas pernas.

Quando aparece na cervical, pode atingir tanto um nervo quanto a medula espinhal e as pessoas com hérnia de disco cervical costumam apresentar dores nos braços, pescoço, ombros e a parte superior das costas.

Os sintomas incluem dor intensa na parte da perna onde a raiz nervosa afetada. Em compressões mais significativas poderá haver perda de força nos músculos afetados e dores na região lombar e nas nádegas.

O exame de eletroneuromiografia é a indicação para definir se as dores são sinal de uma hérnia de disco, pois o exame investiga lesões dos nervos periféricos e outras doenças compressivas ou traumáticas dos nervos.

 

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